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sábado, 25 de maio de 2013

ALGUNS ANIMAIS MARINHOS EM EXTINÇÃO



O Greenpeace, uma ONG que protege a natureza e animais, fez uma pesquisa recentemente que apontou que dos animais marinhos comerciáveis por volta de 80% deles são considerados ameaçados de extinção, o que significa que em pouco tempo esses animais marinhos podem simplesmente desaparecer dos mares.

Com alguns Animais Marinhos em Extinção no Brasil e no Mundo isso acaba também prejudicando outros animais em relação a suas prezas e predadores, pois tudo funciona de acordo com a cadeia alimentar e se ela começar a se desfazer, vai desaparecer também as espécies, pois os predadores precisam de opções para se alimentar, e as presas se multiplicarão em grande escala o que pode causar um grande desequilíbrio na ecologia.

Dos Animais Marinhos em Extinção, a Tartaruga Marinhaé um dos que mais estão desaparecendo, embora a pesca dela esteja proibida na lei federal ainda há pescadores que vão a locais que não contam com fiscalização, conseguindo pegar ainda muitos desses animais.

Outro animal que está na lista dos Animais Marinhos em Extinção é a Baleia Jubarte, que é conhecida por seus grandes saltos e por seu temperamento dócil, e o Leão Marinho, que já foi considerado praticamente extinto há alguns anos, isso por causa de caçadores que queriam a gordura e a pele para casacos, porém sua pesca foi proibida e a população do Leão Marinho já vem aumentando bastante.

A Ariranha é outro que está entre os Animais Marinhos em Extinção, sendo considerada uma grande nadadora e maior animal do grupo das lontras. A Ariranha está em extinção por causa da caça que tem o objetivo de arrancar sua pele para também fazer casacos.

Fotos de Animais Marinhos em Extinção

Tartaruga Marinha


Baleia Jubarte


Leão Marinho


Ariranha

FONTE: http://animaisemextincao.com

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Alguns dos Animais em extinção no Brasil – Confira quais são


Com queimadas, caças e a invasão do homem construindo cada vez mais prédios e cidades inteiras onde antes só havia natureza, os animais vão perdendo seu espaço e muito morrem ou se separam e assim deixam de procriar. A lista de animais ameaçados em extinção no Brasil infelizmente é grande e é preciso que cada vez mais as pessoas tenham conhecimento de que animais são esses para que haja esperança de que sejam salvos. Confira uma lista especial com alguns dos principais animais ameaçados de extinção no Brasil.


Pica-pau-de-cara-amarela – Classe das Aves; com nome científico de Dryocopus galeatus; comprimento de 29 cm; sua ocorrência geográfica vai de SP ao RS e está na categoria Animais ameaçados de extinção no Brasil.


Mico-leão-preto – Classe da Mammalia; sua ordem é Primates; com nome científico de Leontopithecus chrysopygus; seu peso, em média, é de 600 gramas; sua ocorrência geográfica é na Mata Atlântica, a margem de rios, em reservas do estado de SP; Comprimento de 30 cm com a cauda de 40 cm e está na categoria Animais ameaçados de extinção no Brasil.


Onça-pintada – Classe da Mammalia; sua ordem é Carnivora; sua família, Felidae; com nome científico de Panthera onça; seu peso é de 130 kg podendo chegar até 158 kg; seu comprimento varia de 1,12m a 1,85m, com cauda de 0,45m a 0,75m; sua ocorrência geográfica fica em todos os estado brasileiros, preferindo matas de vegetação alta e densa e úmida, também a margens de rios e lagoas, principalmente a região do Pantanal e Amazônia e está na categoria Animais ameaçados de extinção no Brasil.


Ararinha-azul – Classe das Aves; sua ordem é Psittaciformes; com nome científico de Cyanopsitta spixii; sua alimentação é a base de Pinhão, sementes e frutos; suas medidas são de 295 mm para asa, 355 mm para o bico e 26 mm para o Tarso com comprimento total de 56 cm da cabeça até a calda; sua ocorrência geográfica é em florestas ciliares abertas e na caatinga seca, ocorrendo principalmente no extremo norte doe estado da Bahia, também no semiárido, no sul do Piauí e na região oeste de Pernambuco. Encontra-se na categoria Animais ameaçados de extinção no Brasil.


Confira abaixo uma lista completa de mamíferos, répteis, aves e peixes amaeados de Extinção no Brasil.

Mamíferos ameaçados de Extinção no Brasil

Antílope-tibetano

Baleia-azul

Chimpanzé

Gorila-do-ocidente

Gorila-do-oriente

Guigó

Guigó-da-Caatinga

Leopardo

Lobo-Guará

Macaco-prego-galego

Mico-leão-dourado

Muriqui

Onça-pintada

Orangotango

Panda-gigante

Peixe-boi

Rinoceronte-de-sumatra

Tigre

Urso-polar

Panda-gigante

Elefante-africano

Aves Ameaçadas de Extinção no Brasil

Arara-azul-de-lear

Arara-azul-grande

Arara-azul-pequena

Ararinha-azul

Araracanga ou Arara-piranga

Diamante-de-gould

Arara-vermelha

Bacurau-de-rabo-branco

Guaruba

Papagaio-de-cara-roxa

Papagaio-da-serra

Papagaio-de-peito-roxo

Cigarra-verdadeira

Tucano-toco

Calafate

Tiê-bicudo

Azulão

Galito

Répteis ameaçados de Extinção no Brasil

Tartaruga-marinha

Tartaruga-de-couro

Dragão-de-komodo

Jacaré-de-papo-amarelo

Varano do deserto

Peixes ameaçados de Extinção no Brasil

Tubarão-baleia

Tubarão-branco

Tubarão-sem-dentes

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ANIMAIS EM EXTINÇÃO – AVES


Atualmente, é bem difícil que alguma classe de animais esteja fora das listas de ameaçados de extinção. Não é diferente com as aves, dentre os principais motivos que levam esses animais para essa lista estão o contrabando de aves, a caça predatória e destruição do seu meio ambiente natural.

São muitas as aves que estão na lista de ameaçados pela extinção, conheça algumas dessas espécies


Animais em Extinção – Aves
Picumnus exilis pernambucensis
Cotinga maculata
Caprimulgus candicans
Claravis godefrida
Penelope ochrogaster
Procellaria aequinoctialis
Thalassarche melanophris
Thalassarche chlororhynchos
Diomedea sanfordi
Diomedea exulans
Diomedea dabbenena
Taoniscus nanus
Nothura minor
Crypturellus noctivagus noctivagus

Os motivos que levam as aves para a lista de animais em extinção são terríveis e em nenhum momento se justificam. Existem punições para quem faz contrabando de aves, porém, a fiscalização não é efetiva o suficiente para garantir que o número de pessoas que age dessa forma ilegal seja realmente pega e pague pelo mal que está fazendo ao meio ambiente.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

UM POUCO SOBRE FERNANDO DE NORONHA





Fernando de Noronha

A área territorial do Arquipélago de Fernando de Noronha forma um ecossistema único e indivisível, integrado pela Ilha de Fernando de Noronha e demais vinte ilhas circundantes. Além das praias, baías e natureza riquíssima, Noronha também reserva outras surpresas para os turistas. São 500 anos de história, que tornam o Arquipélago, além de um Patrimônio Natural, um verdadeiro Patrimônio Histórico que merece ser visitado e, sobretudo, preservado. Desde 1988, quando foi reanexado a Pernambuco, o Arquipélago constitui região geoeconômica, social e cultural do Estado de Pernambuco. Instituído sob a forma de Distrito Estadual, o Arquipélago possui estatuto próprio e é dotado de autonomia administrativa e financeira. O Distrito Estadual é dirigido e representado por um Administrador Geral, nomeado pelo Governador do Estado, após prévia aprovação da indicação pela Assembléia Legislativa.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Dicas de reciclagem para as crianças.


As práticas sustentáveis devem ser estendidas a toda a família ensinar a importância da reciclagem e ajudar os familiares a se adaptarem faz com que as ações em prol do meio ambiente tenham mais força.

É comum as crianças e os idosos não terem consciência de que é errado jogar garrafas PET, papel e restos de comida no mesmo recipiente. Muitos também não entendem a necessidade de reciclaro lixo.

Para começar esta conscientização em casa tenha em mente as cinco dicas a seguir.

Ajude as crianças a compreenderem a importância da reciclagem.

Praticar tarefas além das obrigações habituais pode ser um fardo, especialmente, para as crianças. Então, o primeiro passo é saber que ao falar sobre uma atitude sustentável deve-se explicar de forma clara a necessidade de aplicá-la e o porquê de sua importância.

Uma alternativa é usar jogos para mostrar de forma divertida como funciona o processo de reciclagem. Desta forma, ficará mais fácil para a criança entender para onde vai todo o lixo consumido diariamente.

Reforce a memória coletiva:

Por mais que a família demonstre boa vontade, é normal que no início os integrantes se esqueçam de separar o lixo corretamente. Para facilitar e deixá-los sempre atentos coloque caixas em locais acessíveis, uma atitude simples que irá lembrá-los das obrigações.

Reserve um recipiente para deixar próximo à entrada da casa ou apartamento. Será útil para colocar os diversos folhetos e envelopes de publicidade que, sem utilidade, são jogados fora.

Aliás, deixe bem separadas e identificadas as lixeiras para cada tipo de material: metal, plástico, papel, vidro e também um recipiente para os matérias que não podem ser reciclados.

Promova competições:

Organize uma competição em família, assim como é feito em muitas escolas atualmente. O prêmio para recompensar as crianças pode ser brinquedos ecológicos ou, até mais simples, um passeio a um parque local.

Uma dica é estimular que eles juntem latinhas de alumínio e depois levá-las para os locais que pagam por elas. Desta forma, a criança entenderá que além do benefício ambiental, as práticas sustentáveis podem ter retorno econômico.

Antes de reciclar, ensine a reutilizar:

Se para os adultos, reaproveitar objetos pode ser uma atividade estimulante, para as crianças a pratica é quase sempre bem divertida.

Mostre às crianças maneiras de reutilizar rolos de papel, potes de vidro, revistas e jornais, roupas, entre outros objetos. Procure dicas de artesanato para os pequenos e surpreenda dando novas utilidades para o que chamam de lixo. Uma prática simples é pegar velhas caixas e dar às crianças para que elas decorem com o que tiverem em casa. Esta, de certa forma, é uma forma de estimular o uso da caixa, personalizadas por elas, para separar materiais.

Aposte na compostagem:

A compostagem além de ser uma boa maneira reduzir o lixo doméstico é também uma lição sobre o significado da reciclagem. As crianças podem acompanhar o processo que transforma suas cascas de banana, sanduíche e restos do jantar em solo nutritivo.

Esta prática já é comum em muitas escolas que reciclam parte dos resíduos produzidos no refeitório. A compostagem domiciliar é uma continuidade da separação do lixo e também deve ser estimulada.

domingo, 20 de janeiro de 2013

PRESERVE A NATUREZA





Os Recursos Naturais Não Renováveis são todos aqueles elementos que não podem ser reutilizados, ou seja, não podem ser renovados, regenerados.
Os recursos naturais não renováveis se encontram na natureza em quantidade limitada e com o consumo acelerado desses elementos pelo homem, os recursos podem se extinguirem. Alguns exemplos de recursos que não se renovam são: o ferro, o manganês, o petróleo, o carvão, o urânio, o estanho, a bauxita (minério de alumínio), entre outros recursos.


Recursos Naturais Não RenováveisOs recursos naturais não renováveis, uma vez consumidos, eles não podem ser renovados, pelo ao menos num determinado tempo. Por essa razão, é extremamente importante que toda a sociedade tenha consciência de que é preciso usar os recursos naturais de forma racional, para que as gerações futuras não sejam prejudicadas e possam também fazer uso de tais recursos que a natureza oferece a nós seres humanos. Preservar e conservar os recursos naturais é muito importante.

TORNADO



O tornado é uma coluna de ar em rotação acelerada cujo centro apresenta pressão extremamente baixa. Os tornados são comuns na primavera e no começo do verão, sobretudo nas grandes planícies americanas.

Embora os meteorologistas possam alertar a população quando as condições são favoráveis ao aparecimento de tornados, somente agora os estudos estão avançando na compreensão de suas origens e comportamento. Coletar dados sobre eles é extremamente difícil, tendem a aparecer e a desaparecer em uma área antes que os pesquisadores tenham a oportunidade de se aproximar. Apenas recentemente, com a ajuda do radar Doppler, foi possível registrar a exata velocidade do vento de um tornado, que nos mais violentos pode chegar a 450 quilômetros por hora.

Mesmo que todos os detalhes ainda não sejam conhecidos, os meteorologistas possuem idéias gerais de como o processo começa. Como os tornados ocorrem mais freqüentemente, mas não sempre, quando estão presentes tempestades, é lógico supor que as condições necessárias para a formação das tempestades são também favoráveis para os tornados. Ou seja, ambientes quentes e úmidos.


Uma nuvem em funil é comumente a observação do início de um tornado. Se por acaso atingir o solo, ela passa para a próxima fase e é oficialmente designada como um tornado. As paredes de um tornado não são sempre visíveis (como as nuvens), mas são freqüentemente definidas pelos detritos e poeira que sugam até o vórtex.

Quando o funil de um tornado atinge sua largura máxima, algo entre 15 metros e alguns quilômetros, e está perpendicular ao solo, o tornado passa para sua terceira fase e pode ser chamado de tornado maduro. Um tornado maduro é um tornado em sua fase mais violenta, destruindo praticamente tudo em seu caminho.

Há um certo mistério envolvendo a criação e o comportamento dos tornados. As pesquisas deverão afastar esse mistério, mas a fascinação por essa poderosa criação da natureza deve permanecer.

Fonte:
http://br.geocities.com/saladefisica/leituras/tornados.htm



Lobos etíopes correm risco de extinção



Um estudo sobre lobos etíopes, feito durante 12 anos, mostra que o baixo fluxo genético entre as pequenas populações coloca um dos cães mais raros do mundo sob risco de extinção.

Os cientistas pesquisaram lobos que vivem dentro de seis das sete populações restantes e descobriram que a quantidade de genes raros apresentada pelos animais pode ser uma consequência do último período de glaciação na África, que terminou há 18.000 anos atrás. Isso pode ter feito com que seus genes tenham tornado-se fixos e se mantido nos grupos separados de lobos. No entanto, esse isolamento está trabalhando agora contra esses animais.

De acordo com as pesquisas, os lobos etíopes preferem habitats específicos e não são suscetíveis a viagens de longas distâncias, o que faz com que seja improvável que eles se juntem a outros grupos, proporcionando uma oportunidade de misturar seus genes. Mais preocupante ainda, é que as subpopulações dentro de cada grupo também são isolados.

Lobos etíopes são particularmente vulneráveis ​​a surtos de raiva, uma doença fatal que reduziu algumas populações em até 75% dentro de alguns meses. Outra grande ameaça ao seu futuro vem da perda de habitat. A preocupação levantada pelo estudo é que o fluxo de genes limitado entre lobos etíopes torna-os cada vez mais vulnerável. A dificuldade de migração também aumenta o risco de endogamia.

Os cientistas dizem que esforços devem ser feitos para se reconectar essas populações isoladas, através da criação de corredores ecológicos. De acordo com os pesquisadores “pode ser necessário, num futuro próximo, aumentar artificialmente o tamanho da população e restaurar o fluxo de genes entre os grupos próximos”. Isso significaria mover lobos do sexo masculino entre as populações.

Estudos sobre outras espécies de lobo mostraram que movendo apenas um ou dois machos desta forma pode-se aumentar consideravelmente a diversidade genética.

fonte: 
http://oglobo.globo.com

sábado, 19 de janeiro de 2013

Extinção

A extinção
A extinção apesar de ser atualmente um fato aceito, a ideia da ocorrência de extinções durante a trajetória histórica da vida na Terra, somente recebeu adesão, após a divulgação dos trabalhos de Georges Cuvier. Este naturalista francês ao formular as leis da Anatomia Comparada possibilitou as reconstruções paleontológicas dos organismos que eram conhecidos somente na forma fóssil e que não tinham correspondentes vivos na atualidade, ou seja, extintos.


A extinção é uma questão de escala geográfica. A extinção local é a extinção de uma população em uma determinada região e não necessariamente de toda a espécie. Isso, em biogeografia, é um fator importante no delineamento da distribuição geográfica das espécies. Eventos de vicariância e de mudanças climáticas, por exemplo, podem levar a extinção local de populações e, assim, configurar os padrões de distribuição das espécies.

Atualmente muitos ambientalistas e governos estão preocupados com a extinção de espécies devido à intervenção humana. As causas da extinção incluem poluição, destruição do habitat, e introdução de novos predadores. Espécies ameaçadas são espécies que estão em perigo de extinção. Extintas na natureza é uma expressão usada para espécies que só existem em cativeiro.

Extinções em massa
Há periódicas extinções em massa, onde muitas espécies desaparecem em um período geológico de tempo. Estes são tratados com mais detalhes no artigo de eventos de extinção. O mais recente evento destes, A extinção K-T no fim do período Cretáceo, é famoso por ter eliminado os dinossauros.

Muitos biólogos acreditam que nós estejamos atualmente nos estágios iniciais de uma extinção em massa causada pelo homem, a extinção em massa do Holoceno. E.O. Wilson, da universidade Harvard, em seu O futuro da vida, estima que se continuar a atual taxa de destruição humana da biosfera, metade de todas as espécies de seres vivos estará extinta em 100 anos.


Uma das maiores provas disso é o fato de dois fungos, espécies consideradas livres da extinção, já estarem ameaçadas. Não há dúvida de que a atividade humana tem aumentado o número de espécies extintas no mundo todo, entretanto, a extensão exata da extinção antrópica permanece controversa.

De acordo com um relatório divulgado em março de 2005 pelo secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica, da ONU, a Terra está sofrendo a maior extinção de espécies desde o fim dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás. O relatório concluiu que o objetivo definido no ano de 2002 de conter o ritmo de extinção de espécies até 2010 está cada vez mais distante e aponta ainda que a perda de biodiversidade, em vez de se estabilizar, está se acelerando.


Tanto no ambiente marítimo quanto em ambientes terrestres, um número significativo de ecossistemas estão ameaçados. Entre eles, mormente os recifes de coral e as selvas tropicais. Há uma seção especialmente dedicada ao desmatamento, que já destruiu uma média anual de 60 mil quilômetros quadrados, o que corresponderia a duas Catalunhas, desde o ano 2000. Os ecossistemas fluviais e lacustres, por sua vez, encontram-se geralmente em situação ainda mais crítica, já com cerca de 50% das espécies extintas no período 1970-2000.

"Os ecossistemas saudáveis proporcionam os bens e serviços de que os humanos necessitam para o seu bem-estar", aponta o relatório, que sintetiza em 92 páginas os dados científicos mais relevantes sobre a perda de biodiversidade.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O nosso planeta não é tão redondo como se pensava. SERÁ?


Europeus fornecem a mais exata imagem da gravidade na Terra

Dados enviados por satélite à ESA (Agência Espacial Europeia), durante dois anos, possibilitaram o estudo preciso da gravidade do planeta Terra de uma forma inédita.

Os cientistas agora detêm um dos mais exatos modelos geoide (forma mais aproximada do nosso planeta, visto que ele não é totalmente redondo) do lugar onde vivemos.

Cientistas agora detêm um dos mais exatos modelos do planeta Terra, que não é totalmente arrendondado ESA/HPF/DLR

A imagem foi divulgada nesta quarta-feira durante uma conferência em Munique (Alemanha) – para ver uma versão animada, acesse aqui.

O geoide é uma superfície projetada da Terra e nesta apresentada pela ESA se considerou sua gravidade sem a ação de marés e correntes oceânicas.

O modelo serve como referência para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo, o que pode abrir precedente para entender com maior profundidade as mudanças climáticas.

Além desses dados oceanográficos, também servirá para o estudo da estrutura interna do planeta –como os processos que levam à formação de terremotos de grande magnitutude como o que atingiu o Japão em 11 de março.

Do espaço, é praticamente impossível para os satélites observarem a dinâmica dos tremores, visto que o movimento das placas tectônicas ocorrem abaixo do nível dos oceanos.

Contudo, explica a ESA em seu site, os tremores costumam deixar um “rastro” na gravidade do planeta, o que pode ajudar a entender o mecanismo de um terremoto, de forma a prevê-los antes de uma ocorrência.

Fonte: Folha de SP

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Pantanal do Mato Grosso


O Pantanal do Mato Grosso, com uma extensão de 250 mil km2, é a maior área alagável do mundo. O Pantanal é uma imensa bacia intercontinental, delimitada pelo Planalto Brasileiro, ao leste, pelas Chapadas Matogrossenses, ao norte, e também por uma cadeia de morros e terras altas do sopé Andino, a oeste. Portanto, ele pode ser considerado um grande delta interno, onde se acumulam as águas do alto Paraguai e as de grande número de rios que descem do Planalto. Através do rio Paraguai, o Pantanal está intimamente ligado à grande bacia do rio Paraná - rio da Prata. Conexões aquáticas difusas com afluentes amazônicos existem ao norte, especialmente com o rio Guaporé.


A drenagem deste delta interno pelo médio Paraguai, por meio da barra estreita e rasa do Fecho dos Morros do Sul, faz-se com muita dificuldade. Porém, enormes quantidades de água estagnada atrás desta barragem tornam o Pantanal um labirinto imprevisível de águas paradas e correntes, temporárias ou permanentes, designadas através de grande quantidade de termos específicos pelo homem pantaneiro. Nas lendas indígenas e nos primeiros mapas, o Pantanal é lembrado como um grande lago cheio de ilhas, o "mar dos Xaraiés".

Em anos chuvosos, como em 1984 ou em 1995, o rio Paraguai expande-se em uma faixa de até 20 km de largura, invadindo os grandes lagos da fronteira boliviana e a Ilha do Caracará, regenerando temporariamente o "mar dos Xaraiés" dos antigos climas chuvosos. O rio Paraguai e os outros rios pantaneiros apresentam pouca declividade, da ordem de 20-30 cm por quilômetro, o que faz com que as águas que se acumulam nos períodos de chuvas intensas escoem com muita lentidão. Em conseqüência, as enchentes, que são máximas ao norte nos meses de março e abril, chegam ao sul do Pantanal somente em julho e agosto. Enquanto isso, imensas quantidades de água, provavelmente centenas de quilômetros cúbicos por ano, perdem-se por evaporação direta para a atmosfera. O Pantanal pode ser, com justiça, considerado a maior "janela" de evaporação de água doce do mundo.

Toda a vida e a economia do Pantanal estão ligadas a este sistema de inundações. A região é um interessante paradoxo aquático em uma área de clima continental semi-árido ou mesmo árido. Sem o abundante e raso lençol freático e os aluviões deixados pelas enchentes, a vegetação terrestre seria parecida com a do cerrado ou com a do Chaco boliviano. Igualmente, a rica fauna de aves e mamíferos depende, na sua grande maioria, da alimentação aquática. O Pantanal pode ser visto, então, como uma grande e dinâmica interface entre o mundo aquático e o terrestre.

A vegetação aquática é fundamental para a vida pantaneira. As plantas flutuantes são os principais produtores primários nas águas do Pantanal. Imensas áreas são cobertas por "batume", que são plantas flutuantes, tais como o aguapé (Eichhornia) e a Salvinia, entre outras. Levadas pelos rios, estas plantas constituem verdadeiras ilhas flutuantes, os camalotes.

Após as inundações, a camada de lodo nutritivo permite o desenvolvimento de uma rica vegetação de ervas. A palmeira carandá (Copernicia australis) ocorre em extensas formações nas áreas em que as inundações dominam mas que ficam secas durante o inverno, permeando com os cupinzeiros, onde se inicia o paratudal. Os paratudais, formados pelos ipês roxos (Tabebuia, localmente chamado piúva), são típicos.

Numa região um pouco mais elevada, já com áreas não inundáveis, há uma vegetação característica de cerrado. Há ainda no Pantanal áreas com mata densa e sombria (com Piptadenia, Bombax, Magonia, Guazuma). Em torno das margens mais elevadas dos rios aparece a palmeira acuri (Attalea principes), formando uma floresta de galerias juntamente com outras árvores, como o pau-de-novato (Triplaris formicosa), a embaúba (Cecropia), o genipapo (Genipa) e as figueiras (Ficus). Em pontos altos dos morros aparece uma vegetação semelhante à da caatinga, com a bromeliácea Dyckia e os cactos cansanção e mandacaru (Cereus).

O passado geológico permitiu ao Pantanal constituir-se no maior entroncamento dos intercâmbios da flora e da fauna aquática da América do Sul. Atualmente é povoado por uma variedade de organismos amazônicos e sulistas. Sendo principalmente um corredor de intercâmbios, não abriga fauna endêmica rica, como a Amazônia, e são as quantidades e não as raridades que o caracterizam.

O Pantanal oferece ao visitante uma variedade de paisagens abertas povoadas por grandes populações de animais, cuja alimentação depende da fase aquática. Assim, nas lagoas, a microflora e a microfauna permitem o desenvolvimento de ricas populações de caramujos aruas (Pomacea, Marisa e outros) e de conchas (Anodontides, Castalia e outras), que sustentam uma variedade de predadores destes moluscos, como aves e répteis.

Os inúmeros cardumes de pitu (Macrobrachium) e as várias espécies do caranguejo (Trichodactylus, Dilocarcinus e outros) possuem importância econômica indireta: servem de iscas para os pescadores. Entre os peixes abundantes, há o corumbatá, o pacú, o cascudo, o pintado, o dourado, o jaú e as piranhas. Entre os comedores da vegetação aquática destacam-se as grandes populações de capivaras (Hydrochaeris, hydrochaeris) e de búfalos. O cágado (Platemys) é também vegetariano. A ariranha (Pteronura brasiliensis), importante predador piscívoro, outrora abundante, foi quase exterminada pelos caçadores. Destino semelhante pode ter o jacaré (Caiman crocodilus yacare), dizimado pela caça ilegal dos últimos anos.

Os jacarés têm papel importante nas águas pantaneiras, onde funcionam como predadores "reguladores" da fauna piscícola e, às vezes, como agentes relevantes da ciclagem de nutrientes. Onde há muitos jacarés são encontradas poucas piranhas. Quando os jacarés são dizimados pela caça indiscriminada dos "coureiros", a população de piranhas agressivas aumenta em detrimento de outras espécies de peixes, podendo chegar a ser perigosa até para os seres humanos.

Outro importante predador aquático e semi-terrestre é a sucuri (Eunectes notaeus), cobra injustamente perseguida pelos pantaneiros. As cobras são escassas no Pantanal, principalmente nas áreas inundáveis. Mas há cobras d'água (Liophis, Helicops), jararacas (Bothrops neuwiedii) e boipevaçu (Hydrodynaste gigas).

As aves do Pantanal são um de seus maiores atrativos. Reunidas em enormes concentrações, exploram os recursos alimentares aquáticos. O tuiuiú (Jabiru mycteria), a cabeça-seca (Mycteria americana) e o colhereiro (Ajaia ajaja), além das garças biguás e patos são os mais vistosos. Muitas espécies nidificam em áreas comuns, sobre determinadas árvores, conhecidas como ninhais, que se destacam na paisagem pantaneira. Um espetáculo admirável é acompanhar as aves, ao anoitecer ou ao amanhecer, aos dormitórios à beira dos rios, onde passam as noites.

Aves típicas do Pantanal são também o aracuã-do-pantanal (Ortalis canicollis), a arara-azul (Anodorhyncus hyacinthinus), que corre o risco de extinção, o periquito de cabeça preta (Nandayus nenday). O pequeno cardeal (Paroaria capitata) é ave característica deste ecossistema. A enorme abundância de aves de rapina, especialmente o caracará (Polyborus), refletem a riqueza da presa animal. O gavião caramujeiro (Rosthramus sociabilis) alimenta-se de moluscos.

Animais típicos do cerrado também se concentram em grande número no Pantanal, atraídos pela fartura de alimentos das áreas alagadas. São estas espécies que aparecem esparsas em outras áreas do continente. O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), comum nas ricas pastagens úmidas, pode ser visto acompanhado por mais duas espécies de cervos do cerrado e por outros mamíferos, como o cachorro-vinagre (Speothus vinaticus), a anta (Tapirus terrestris), o caitetu (Tayassu tajacu) e a paca (Agouti paca). Encontram-se lá, ainda, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), caçados intensamente.

Entre os primatas, o macaco-prego (Cebus apella) vive ali, ao lado do bugio (Alouatta caraya). Porcos monteiros, descendentes de suínos domesticados, também proliferam em meio à vegetação pantaneira densa. Assim como a onça (Panthera onca), vários outros felinos são atraídos pela abundância de presas. O predador de topo na beira das águas é a onça-pintada, junto a outros felídeos e canídeos. Entre as aves, a ema (Rhea americana) e a seriema (Cariama cristata) são típicos habitantes do cerrado. Naturalmente, a rica fauna oferece muitas oportunidades para as aves de rapina e para os comedores de carcaças.

As paisagens abertas do Pantanal facilitam o recenseamento aéreo das populações de grandes vertebrados. Estima-se, por exemplo, que existam hoje 10 milhões de jacarés, 600 mil capivaras, mas somente 35 mil cervos-do-pantanal.

Autoria: Gustavo Hollmann